Decisões éticas e comunicação interna: nunca foi tão importante cuidar do outro!

Como empresas podem atuar para preservar sua reputação em tempos de crise?

O ano de 2020 mudará o rumo do mundo para sempre e a forma de gerenciar empresas e pessoas, igualmente! A história tem nos ensinado que maus momentos podem chegar, inesperadamente, mas o que estamos vivenciando nestes dias, com o avanço do novo coronavírus, jamais poderíamos imaginar.

Dentro das empresas, no ambiente corporativo, mesmo que este seja on-line, por ora, a comunicação interna, ou seja, aquela voltada para os colaboradores, entrou para o topo das preocupações da maioria dos gestores e precisou caminhar ao lado de planilhas de redução de custos e negociações com fornecedores, entre tantas outras tomadas de decisões.

Como trabalhar a comunicação interna?

A verdade é que a comunicação interna é sempre ressuscitada nos casos de gerenciamento de crise. São raras as empresas que mantém canais de comunicação ativos com seus colaboradores e de forma empática, principalmente já prevendo reduzir os efeitos negativos em caso de grandes crises. E acredite, elas vêm sem avisar!

Mas a situação que vivemos hoje vai muito, mas muito mais além. Porque não se trata de problemas isolados, e sim de uma crise global sem precedentes em todas as esferas. 

De repente, quase todo mundo perdeu o chão e não há pra onde correr; infelizmente, a crise já atingiu ou vai atingir todo mundo, de diferentes formas. O fato é que ninguém mais será o mesmo, pelo menos por um bom período. E como superar este clima nos ambientes corporativos e manter a saúde mental e bem-estar dos colaboradores sem que as marcas percam sua reputação?

Por que usar a comunicação interna como aliada?

A atuação ponderada de líderes, nunca foi tão vital para a sobrevivência saudável de marcas e para unir o time a fim de conseguir adesão às tomadas de decisão e conter os impactos negativos do novo coronavírus. 

Neste processo, a comunicação interna, elaborada de forma transparente, mas equilibrada, será o grande diferencial de algumas empresas mais preparadas, independente do seu tamanho. Em pânico as pessoas já estão. Então como amenizar o estresse, a ansiedade e o medo diante de tantas incertezas? 

Muitos gestores acabam se preocupando mais com as ferramentas que precisam usar para comunicar decisões, do que como dar as notícias ruins que impactarão a vida das pessoas de forma tão intensa. De alguns dias pra cá, muitos líderes se viram completamente impotentes na condução destes temas para alcançar engajamento e espírito de cooperação sem deixar sequelas que só o tempo dirá quais serão os seus efeitos. 

Nessa missão, líderes devem ter consciência que a compreensão do todo tem que vir sempre do topo para baixo, do lado mais forte para o mais fraco. É preciso, mais do que nunca, enxergar o outro e entender suas preocupações e angústias. As mensagens, neste sentido, têm que promover lucidez.

Não é difícil ver pessoas histéricas e aterrorizadas diante dos últimos acontecimentos. Por isso, as mensagens devem ser claras e objetivas, porém sempre humanas. De nada adianta mostrar apenas as dificuldades da empresa sem pensar em soluções que possam verdadeiramente ajudar cada um.

Neste processo, o engajamento dos líderes é essencial para que o time entenda e aceite todos os aspectos e decisões, desde que tudo faça sentido, e isso significa atuar com ética e responsabilidade. 

Por outro lado, é exatamente neste tipo de situação que os líderes identificarão verdadeiros parceiros em que podem confiar e, da mesma forma, identificar sabotadores e tirá-los da linha de frente, se assim estiverem. 

A partir do momento que alguém faz a escolha de se tornar um empresário ou líder, ele opta, também, pela responsabilidade de cuidar do outro. O capital humano sempre será o mais relevante para empresas que querem construir histórias de sucesso com dignidade. E este é único caminho apontado, a curto prazo, para conquistar as novas gerações e uma humanidade que grita por justiça.

Outras vantagens da comunicação interna!

Já se sabe que a comunicação interna melhora o clima organizacional, diminui a taxa de rotatividade e inibe boatos. Mas o olhar, hoje, precisa ser mais amplo. O momento pede para que nos coloquemos no lugar do outro com um alto nível de compreensão e solidariedade.

A recuperação de cada um de nós, sem exceção, é a própria recuperação do mercado. A saúde financeira das empresas nunca esteve tão atrelada a saúde de cada colaborador.  Por isso, optar pela ética é indispensável para manter a reputação de marcas. 

Seja o que for que os líderes precisem dizer agora, se tornará um compromisso. Afinal, felizmente, verdades sempre vêm à tona!